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quinta-feira, 31 de maio de 2012

Senador Cristovam Buarque defende reivindicação dos professores de Sergipe

Dando continuidade ao assunto que mobiliza o Estado há mais de um mês, o programa Comércio em Debate, transmitido pela rádio Comércio  (www.radiocomercio.com.br), de ontem, 30, entrou em contato com o autor do projeto de lei que garante o piso salarial aos professores da rede estadual de ensino, senador Cristovam Buarque.
O senador, bem como todos os demais entrevistados que passaram pelo programa para discutir o assunto, afirmou que o governador do estado, Marcelo Deda tem falhado com suas obrigações e infringe a lei. Entrevistado pelo apresentador Robson Santana, Cristovam Buarque foi claro em dizer que não se deve pagar menos do que o piso a nenhuma categoria e que a lei que prevê o reajuste de 22,22% é para toda carreira.
“A lei é muito clara, tenho orgulho de dizer que esse projeto foi levado adiante, e é baseado na Constituição. Os professores do ensino médio devem ganhar o piso e os professores com mestrado, doutorado e superior devem ganhar acima do piso. Piso é piso, em qualquer lugar do mundo, tá no dicionário. O governador está ilegal, não está cumprindo a lei. O menor salário de um professor em todo território brasileiro é hoje de 1.421 reais, além disso, a lei do piso diz que o professor com a carga de 40 horas só deve dar oito horas de aula. Essa é a lei. Foi determinado já o aumento de 22% do piso do ano passado para o piso deste ano” declarou o senador.
Explicando que o percentual de reajuste deve ser dado a toda a categoria de educadores, o senador Cristovam disse que 22,22% é a taxa de aumento a ser reajustada. “Ninguém pode ganhar menos que isso. O valor é 1.421 reais para os professores que menos ganham. 22,22% é a taxa de aumento. A gente tem que pagar bem ao professor porque se o professor não ganhar o que ele merece o Brasil não é um país decente”.
Fazendo um comparativo, Cristovam Buarque tomou por base o menor salário dos professores para calcular o que modifica a lei do piso. “O valor era 1.100 e alguma coisa, com o aumento passou a valer 1.421”, explicou. O senador também disse que é dever de todo profissional de educação se dedicar ao trabalho para que não somente o professor seja beneficiado. “Professor que não se dedica também não melhora o Brasil”, disse.
O programa Comércio em Debate é transmitido de Segunda a Sexta feira pela rádio Comércio das 12h às 14h.

NE NOTÍCIAS

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ATO EM DEFESA DO PISO DOS PROFESSORES

 Nesta quinta-feira (31), um grande ato público reunirá mais de 100 entidades da sociedade civil organizada que apoiam a greve dos professores da rede estadual.

A concentração será a partir das 14h na Praça Fausto Cardoso, e o evento contará com uma grande programação de apresentações culturais e intervenções artísticas que iram informar a população sobre as reivindicações dos professores.

Esta quinta-feira será um dia histórico. Pela primeira vez quase 100 entidades da sociedade civil assinam uma nota se solidarizando com a luta dos professores da rede estadual de Sergipe. Por isso precisamos reunir o maior número de professores possível nesse ato. Todos os professores alunos e pais de alunos estão convidados. A praça amanhã é nossa, diz Joel Almeida, diretor de comunicação do SINTESE,

O PISO É LEI

Para entidades como a CUT, CONAL, CNTE e o MNDH, a Lei 11.738, de 16/07/2008, sancionada pelo Governo Federal e referendada pelo Supremo Tribunal Federal, garante, no seu artigo 1o, o Piso Salarial Profissional Nacional para os profissionais do magistério público da educação básica, considerando o Plano de Carreira do Magistério Estadual. O MEC, utilizando-se dessa lei, já definiu desde fevereiro 2012 que o percentual de reajuste do piso é de 22,22%

Diante disso, esses órgãos reconhecem e apoiam a Luta do SINTESE pelo piso salarial nacional, ao tempo que nos solidarizamos com os professores que estiveram em jejum pelo resgate de sua dignidade profissional.

Sintese

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quarta-feira, 30 de maio de 2012

Servidores da UFS decidem indicativo de greve nesta sexta

Nesta sexta-feira, 1º de Junho, o Sindicato dos Trabalhadores da UFS (SINTUFS) realiza uma Assembleia Geral Extraordinária para tratar de diversos assuntos, dentre eles, escolha de delegados para a plenária da FASUBRA dias 3 e 4 de Junho em Brasília, discussão e deliberação sobre a Marcha dos Servidores Públicos Federais (SPF's), dia 5 de Maio, também em Brasília, e sobre o indicativo de greve dos SPF's para o dia 11 de Junho. A Assembleia terá início a partir  das 9h da manhã, no Restaurante Universitário da UFS (RESUN) localizado no Campus São Cristóvão.
Na questão sobre a deflagração da greve dos servidores da UFS, Manoel Messias de Jesus, diretor de comunicação sindical do SINTUFS acredita que os trabalhadores das Universidades decidirão sobre a deflagração da greve de acordo com a sinalização do Governo.
"Todos os servidores públicos federais estão mobilizados para deflagração da greve nessa data de 11 de Junho. Nós,  das universidades, demos o prazo até 30 de Maio para o Governo apresentar uma proposta concreta. Caso não aconteça, nessa assembleia do dia 1 de Junho, os técnicos administrativos da UFS decidiram o indicativo da nossa greve", pontuou Manoel Messias. O SINTUFS ressalta que a participação de todos os técnicos administrativos da UFS é fundamental para a construção da luta da categoria neste momento de intransigência do Governo.

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Iran Barbosa concorda com Ana Lúcia, que comparou Marcelo Déda a Hitler

Dando continuidade ao assunto da greve dos professores da rede estadual de ensino, o programa Jornal da Tarde desta terça feira, 29, contou com a presença do ex deputado federal e professor Iran Barbosa. Já estiveram no programa dirigentes do Sintese, a deputada estadual Ana Lúcia, companheira de partido do governador Marcelo Déda, e todos são unânimes em dizer que o desrespeito à lei que garante o piso à categoria pode ser considerado uma afronta por parte do governador.
Em sua entrevista ao jornalista e apresentador do programa, Paulo Sousa, o ex deputado colocou que Déda estaria agindo de forma cômoda ao dizer que os professores deveriam reivindicar na justiça seus direitos. “Pode parecer muito cômodo para o governador ficar dizendo pra entrar na justiça porque nós sabemos quais são os prazos dentro da justiça. É um problema principalmente de ordem política, não meramente jurídico. Não compete ao governador definir o momento. É a categoria que de uma forma soberana vai definir como vai atuar na Justiça”, garante o professor e ex deputado.
Sobre a afirmação da deputada Ana Lúcia que no programa Jornal da Tarde de segunda-feira, disse que “Nem Hitler enfrentou os educadores do jeito que o nosso governo está enfrentando”, Iran Barbosa destacou que como professor da disciplina de história também identifica traços fascistas nas atitudes de Marcelo Deda. “O governo não tem usado de sensibilidade política, inclusive tem utilizado mecanismos que nem governos que sempre foram avaliados como mais autoritários usaram. O que a deputada faz é registrar fatos que estão sucedendo aqui. O governo só exercita o diálogo do não posso, não tenho e não produz nenhuma proposta. Eu como professor de história identifico traços que são muito próximos das práticas nato fascistas”, afirmou Iran Barbosa.

Ne Notícias

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NOTA: AMESE É SOLIDÁRIA AOS PROFESSORES

 

NOTA DE SOLIDARIEDADE E APOIO

A Associação dos Militares do Estado de Sergipe - AMESE, por intermédio de sua diretoria, vem a público, estender os votos de apreço, solidariedade e apoio à luta dos professores da rede estadual de ensino pela campanha que realizam em busca do direito constitucional do recebimento do piso salarial.

Apesar de o governo vir a público tentar desqualificar o movimento pacífico e ordeiro, tentando colocar a sociedade contra os mestres, é de pleno conhecimento de todo o apoio que a população presta a esta categoria historicamente massacrada por todos os governos que passaram.

Crentes de que um estado sério é aquele que valoriza e prioriza a educação, a AMESE coloca-se à disposição do SINTESE, naquilo que for de nosso alcance, para a consecução de suas justas reivindicações.

Atenciosamente,

A Direção.

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terça-feira, 29 de maio de 2012

EDUARDO VÊ POUCO RECURSO PARA EDUCAÇÃO

 O senador Eduardo Amorim (PSC-SE) lamentou que o Brasil seja o país que menos investe em educação, de acordo com pesquisa realizada em 2004 pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) realizada em 24 países. A pesquisa, informou, é o estudo mais recente disponível sobre o assunto e constatou que o país investe apenas 3,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em educação, bem distante da média mundial, que é de 6%.

O parlamentar informou nesta terça-feira (29), em Plenário, que a situação piora quando se refere aos investimentos em educação fundamental, que não ultrapassam 2,9% do PIB.

De acordo com o representante sergipano, as regiões Norte e Nordeste apresentam um quadro ainda mais crítico, sobretudo em suas áreas rurais. Afirmou que, nas escolas públicas, falta tudo, de professores a merenda escolar.

O senador disse que o magistério é a categoria de nível superior pior remunerada no Brasil. Ele citou dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), segundo os quais os professores recebem 60% menos que profissionais com mesmo patamar de formação.

Eduardo Amorim citou outra pesquisa da OCDE, segundo a qual o desempenho dos alunos brasileiros está bem abaixo da média mundial no aprendizado da leitura, de matemática e de ciências. Em 65 países pesquisados, o Brasil ficou na 53ª posição. Novamente, a situação é pior nas regiões menos desenvolvidas do país. O senador defendeu investimentos diferenciados em educação para cada região.

O senador apoiou a proposta apresentada em Plenário na semana passada pela senadora Lídice da Mata (PSB-BA), para que o Brasil invista 10% do PIB em educação, para evitar um “apagão de mão de obra”. Ele lembrou que os professores de 43 universidades brasileiras estão em greve, enquanto diversos estados já enfrentaram greves nas redes estaduais de ensino este ano.

FAXAJU

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Ana Lúcia: “Nem Hitler enfrentou os educadores do jeito que o nosso governo está enfrentando”

O programa Jornal da Tarde, desta Segunda feira, 28, abriu espaço para explicações, dúvidas e críticas sobre a greve dos professores da rede estadual de ensino que já dura mais de 40 dias. Hoje pela manhã os professores se retiraram do prédio da Secretaria de Estado de Planejamento, Orçamento e Gestão, Seplag, mediante ordem judicial. Participaram do programa o presidente da CUT, professor Dudu, por telefone a deputada estadual e professora Ana Lúcia, que apesar de ser companheira de partido, fez duras críticas ao governador do estado Marcelo Deda e o integrante da direção do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Sergipe, Sintese, Joel Almeida. Todos são unânimes em dizer que o tratamento do governador feriu a categoria porque segundo Joel Almeida, Deda estaria colocando a sociedade contra os professores. Questionado por Paulo Sousa, apresentador do Jornal da Tarde, qual o motivo de o governador dizer para o sindicato entrar na justiça, Joel respondeu que esta é uma forma que Marcelo Deda vem adotando desde o início do seu governo. “O governador adotou uma tática desde o começo, de ir aos meios de comunicação atacar os trabalhadores, isso é uma coisa nova. Por que isso dói pros professores? Porque o governador Marcelo Deda teve a votação dos professores na sua maioria. A lei do reajuste de 22,22% foi julgada constitucional no Supremo Tribunal Federal, STF, e agora pra cumprir a gente vai ter que entrar no STF para que se valha?”, questionou o dirigente.
Já a deputada Ana Lúcia comparou as atitudes do governador com o líder fascista Adolf Hitler. “O companheiro Marcelo Deda tratar os educadores dessa forma, educadores que sempre acreditaram nele? Com clareza nós sabemos que o programa do partido não vai ser implementado num governo de coalizão. O programa é norteador do comportamento dos petistas, um partido que vem e nasce da classe trabalhadora. Ele tem que ter um comportamento de estadista, nem Hitler, um nato fascista, enfrentou os educadores do jeito que o nosso governo está enfrentando. Eu quero lembrar ao companheiro Marcelo Deda que o único governo que botou polícia contra os professores foi o governo de Valadares no processo de transição da ditadura civil e militar. O problema não é na justiça, é executivo”, criticou a deputada.
Nos estúdios, o presidente da CUT, professor Dudu reforçou as críticas ao governo e deixou no ar uma denúncia de que o governador estaria se beneficiando de familiares para enfrentar a classe. “Edson Ulisses é cunhado do governador, então no sorteio pra julgar o pedido de legalidade da greve caiu pra ele. Ele foi lá e votou contra a greve. Coincidentemente o pedido pra desocupar a Seplag caiu pra ele, ele mandou de imediato desocupar, só não desocupamos porque teve uma negociação. Outro pedido já caiu na mão de Cláudio Deda, irmão do governador. A gente achou suspeita essa questão da vinculação política”, afirmou o presidente.
O programa Jornal da Tarde entrou em contato com Secretário de Educação Chico Buchinho para colocar o lado do governo do estado, porém ele marcou com nossa equipe e não compareceu.
O programa Jornal da Tarde é transmitido pela rádio Ilha FM de segunda a sexta feira das 17h às 19h com apresentação de Paulo Sousa.

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